Arquivo Contemporâneo. A Colecção de Ivo Martins no CAPC


(Original: Sandra Vieira Jürgens, «Arquivo Contemporâneo», 321 m2 – Trabalhos de uma colecção particular, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, 2001).  [Texto de apresentação da Colecção de Ivo Martins, uma exposição comissariada por Paulo Mendes].

 

Na série O Coleccionador de Belas-Artes (1970) António Areal apresenta-nos uma figura apagada num espaço discursivo dominado pelo gosto eclético e por padrões de consumo elitistas. Ao longo de todo o século XX a acção do coleccionador de arte foi frequentemente associada ao conservadorismo e a uma sensibilidade adversa ao carácter experimental das manifestações artísticas de vanguarda. O seu papel no mundo da arte seria implicitamente desconsiderado nas referências derisórias dos manifestos futuristas, já que o estatuto sacralizado das obras artísticas do passado e a valorização do conceito tradicional de arte seriam sustentados de modo semelhante pelos detentores de colecções privadas e pelas estruturas institucionais associadas à preservação dos cânones oficiais da arte: a Escola de Belas Artes, o Museu.

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