CURADORIA EM MODO CRÍTICO

Crítica e Curadoria
26 FEV, 14h30
FCSH, Edifício ID, Sala Multiusos 2

A VIRADA CURATORIAL
Conferência de Luiz Camilo Osório, com apresentação de João Pedro Cachopo

CURADORIA EM MODO CRÍTICO
Mesa-redonda com David Santos e Paulo Mendes moderada por Sandra Vieira Jürgens

É possível compreender uma exposição enquanto ensaio crítico? Nesta mesa-redonda, dedicada à crítica e curadoria, à prática e ao pensamento de organização de exposições, pretendemos refletir sobre práticas de cultura crítica nesse domínio, privilegiando as tensões e fricções, a diferença e diversidade de posicionamentos, discursos e processos criativos de produção curatorial.

Mais info: https://institutodehistoriadaarte.wordpress.com/2016/02/05/workshop-critica-e-curadoria/

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raum – Streaming Egos: Pedro Portugal – Europa Augen

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– PT
Pedro Portugal – Europa Augen
www.raum.pt

Em 1955 um funcionário da BBC, George Campey, propôs o nome EUROVISION à administração desta estação de televisão para sintetizar o nome do primeiro festival da canção: “Continental Television Exchange Song Contest”. A BBC aceitou o nome mas manteve a designação longa nos documentos oficiais.
Este é um exemplo de como no espaço europeu é pensada uma identidade comum, quer ela seja política, económica, cultural ou seja no que se refere à imagem da União Europeia.
Outro exemplo é a proposta de bandeira europeia criada pelo arquitecto Rem Koolhaas em 2001: mistura de todas as cores das bandeiras dos países da UE em barras verticais.
Dentro do formato televisivo, o festival EUROVISION passou a partir dos anos 70 a incorporar um modelo de aproximação unificado, mostrando antes de cada concorrente imagens glorificadoras do país de origem.
Este extracto de imagens em movimento representa um repositório digital que importa reunir porque a sua existência, desde o início, só teve registo numérico.
Europa Augen é um trabalho de soma e montagem com as imagens que são usadas como apresentação das canções no festival da canção EUROVISION entre 1970 e 2015, formando uma matriz de registo à imagem da bandeira proposta por Koolhaas e da normalização digital operada pelo código de barras e armazenamento de informação.

A convite do Goethe-Institut Portugal, Sandra Vieira Jürgens seleccionou quatro artistas – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes e Pedro Portugal – para desenvolverem o projecto artístico português na Streaming Egos, iniciativa que tem como objectivo questionar, através de um olhar artístico, de que forma as nossas identidades se multiplicam e transformam no mundo digital e as implicações destas mudanças para a nossa representatividade real e imaginária. Os projectos destes artistas estão pensados de raiz para serem apresentados em ambiente online, através da plataforma raum: residências artísticas online.

Streaming Egos é um projecto organizado pelo Goethe-Institut, em cooperação com o Slow Media Institut de Bona e o NRW-Forum de Düsseldorf, que envolve seis países europeus – Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália e Portugal. O projecto conta com a curadoria geral de Sabria David e com um co-curador nacional que convida artistas, criadores e autores de várias áreas a criar obras de arte e peças digitais sobre a questão da(s) identidade(s) digital(s).

Uma plataforma digital, disponível em http://blog.goethe.de/streamingegos/, com componentes da social web, possibilita o intercâmbio e a participação de todos os intervenientes e dos utilizadores.

— EN

Pedro Portugal – Europa Augen

In 1955, BBC staffer George Campey proposed the name EUROVISION to the Corporation’s management as a snappier alternative to the initial title “Continental Television Exchange Song Contest”. The BBC accepted the name, although it continued to use the longer version in official documents.
This is an example of how the concept of a shared identity permeates the European territory, whether in terms of politics, economy, culture or simply the image of a European Union. Another such example is the European flag proposed by architect Rem Koolhaas in 2001, which combines the colours found in the flags of every EU member country in the form of vertical stripes.
From the ‘70s onwards, the EUROVISION Song Contest television format featured a unified motif of togetherness, introducing each contestant with images glorifying their country of origin. This selection of moving images constitutes a digital repository worthy of being collected, as from the very beginning it has existed in digital format only.
Europa Augen is a project in which the images used to introduce the songs from the EUROVISION contests from 1970 to 2015 are combined and edited to create a record in the likeness of the flag proposed by Koolhaas and the digital standardisation employed in bar codes and data storage.

At the invitation of the Goethe Institute Portugal, curator Sandra Vieira Jürgens selected four artists – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes and Pedro Portugal – to work on the Portuguese Streaming Egos project, an initiative which aims to question the way in which our identifies are multiplied and transformed in the digital world, and the implications of these changes for our real and imagined representativeness. The contributions of these artists are designed from the outset to be presented in an online environment using the raum: online artist residencies platform.

Streaming Egos is a project organised by the Goethe Institute in cooperation with the Slow Media Institute in Bonn and the NRW-Forum in Düsseldorf, involving six European countries: Germany, Belgium, Spain, France, Italy and Portugal. The project is curated by Sabria David in conjunction with a co-curator in each country who invites artists, creatives and authors from a wide range of fields to conceive works of art and digital creations on the topic of digital identity(ies).

Participation and interaction among all contributors and users is made possible by an online platform with social web components, accessible at http://blog.goethe.de/streamingegos/.

raum– Streaming Egos: Paulo Mendes – Política do povo, propostas para o turismo intemporal em Portugal

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Paulo Mendes – Política do povo, propostas para o turismo intemporal em Portugal
http://www.raum.pt

Este projecto é sobre a construção da identidade de Portugal, das identidades, das iconografias, dos códigos, da retórica simbólica do período do Estado Novo até ao presente democrático: o espaço geográfico, assinalado por um Padrão; as variações percentuais numa curva sobre um plano cartesiano de forma a explicitar as propriedades de uma função; a história vendida como publicidade enganosa, perdida numa caixa electrónica de spam, mentira histórica reduzida a lixo electrónico. Monumentos nacionais da incontinência patriótica! A identidade política, a identidade turística, a identidade internacional: “Portugal não é um país pequeno”.

A convite do Goethe-Institut Portugal, Sandra Vieira Jürgens seleccionou quatro artistas – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes e Pedro Portugal – para desenvolverem o projecto artístico português na Streaming Egos, iniciativa que tem como objectivo questionar, através de um olhar artístico, de que forma as nossas identidades se multiplicam e transformam no mundo digital e as implicações destas mudanças para a nossa representatividade real e imaginária. Os projectos destes artistas estão pensados de raiz para serem apresentados em ambiente online, através da plataforma raum: residências artísticas online.

Streaming Egos é um projecto organizado pelo Goethe-Institut, em cooperação com o Slow Media Institut de Bona e o NRW-Forum de Düsseldorf, que envolve seis países europeus – Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália e Portugal. O projecto conta com a curadoria geral de Sabria David e com um co-curador nacional que convida artistas, criadores e autores de várias áreas a criar obras de arte e peças digitais sobre a questão da(s) identidade(s) digital(s).

Uma plataforma digital, disponível em http://blog.goethe.de/streamingegos/, com componentes da social web, possibilita o intercâmbio e a participação de todos os intervenientes e dos utilizadores.

 

— EN

Paulo Mendes – Policy of the people, proposals for atemporal tourism in Portugal

This project is about the construction Portugal’s identity – identities, iconographies, codes, symbolic rhetoric from the Estado Novo era up to the democratic present: the geographical sphere, marked by a pattern; the percentage changes of a curve on a Cartesian plane intended to make explicit the properties of a function; history sold as deceptive advertising, lost in an email spam folder, historical lies reduced to electronic rubbish. National monuments of patriotic incontinence! Political identity, touristic identity, international identity: “Portugal is not a small country”.

At the invitation of the Goethe Institute Portugal, curator Sandra Vieira Jürgens selected four artists – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes and Pedro Portugal – to work on the Portuguese Streaming Egos project, an initiative which aims to question the way in which our identifies are multiplied and transformed in the digital world, and the implications of these changes for our real and imagined representativeness. The contributions of these artists are designed from the outset to be presented in an online environment using the raum: online artist residencies platform.

Streaming Egos is a project organised by the Goethe Institute in cooperation with the Slow Media Institute in Bonn and the NRW-Forum in Düsseldorf, involving six European countries: Germany, Belgium, Spain, France, Italy and Portugal. The project is curated by Sabria David in conjunction with a co-curator in each country who invites artists, creatives and authors from a wide range of fields to conceive works of art and digital creations on the topic of digital identity(ies).

Participation and interaction among all contributors and users is made possible by an online platform with social web components, accessible at http://blog.goethe.de/streamingegos/.

Streaming Egos: Claudia Fischer – Closer to Home

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Claudia Fischer – Closer to Home
http://www.raum.pt

Closer to Home faz parte de um projecto de investigação que explora os conceitos de periferia, lidando com a nossa percepção do mundo enquanto uma grelha de paralelos e de meridianos. O espectador transforma-se em viajante, movimentando-se entre o familiar e o estranho, entre o eu e o outro, numa relação recíproca em que a identidade é constantemente reinventada.

A convite do Goethe-Institut Portugal, Sandra Vieira Jürgens seleccionou quatro artistas portugueses – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes e Pedro Portugal – para desenvolverem o projecto artístico português na Streaming Egos, iniciativa que tem como objectivo questionar, através de um olhar artístico, de que forma as nossas identidades se multiplicam e transformam no mundo digital e as implicações destas mudanças para a nossa representatividade real e imaginária. Os projectos destes artistas estão pensados de raiz para serem apresentados em ambiente online, através da plataforma raum: residências artísticas online.

Streaming Egos é um projecto organizado pelo Goethe-Institut, em cooperação com o Slow Media Institut de Bona e o NRW-Forum de Düsseldorf, que envolve seis países europeus – Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália e Portugal. O projecto conta com a curadoria geral de Sabria David e com um co-curador nacional que convida artistas, criadores e autores de várias áreas a criar obras de arte e peças digitais sobre a questão da(s) identidade(s) digital(s).

Uma plataforma digital, disponível em http://blog.goethe.de/streamingegos/, com componentes da social web, possibilita o intercâmbio e a participação de todos os intervenientes e dos utilizadores.


— EN

Claudia Fischer Closer to Home

Closer to Home is part of the research project investigating concepts of peripheria and deals with our perception of the world as a grid of parallels and meridians. The viewer becomes something of a traveller, moving between the familiar and the strange, and between the self and the other, a reciprocal relationship in which identity is constantly reinvented.

At the invitation of the Goethe Institute Portugal, curator Sandra Vieira Jürgens selected four Portuguese artists – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes and Pedro Portugal – to work on the Portuguese Streaming Egos project, an initiative which aims to question the way in which our identifies are multiplied and transformed in the digital world, and the implications of these changes for our real and imagined representativeness. The contributions of these artists are designed from the outset to be presented in an online environment using the raum: online artist residencies platform.

Streaming Egos is a project organised by the Goethe Institute in cooperation with the Slow Media Institute in Bonn and the NRW-Forum in Düsseldorf, involving six European countries: Germany, Belgium, Spain, France, Italy and Portugal. The project is curated by Sabria David in conjunction with a co-curator in each country who invites artists, creatives and authors from a wide range of fields to conceive works of art and digital creations on the topic of digital identity(ies).

Participation and interaction among all contributors and users is made possible by an online platform with social web components, accessible at http://blog.goethe.de/streamingegos/.

Wrong Wrong #4 – FALSO/FALSE

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Este número da Wrong Wrong faz-se sob a égide do falso. Adjectivo substantivado, substantivação abstracta, o falso é antónimo de outras derivações impróprias: o verdadeiro, o real, o factual, o sincero, o natural, o genuíno, o correcto, o legítimo. A noção de falso, que portanto incorpora a mentira, a ilusão, o infundado, a dissimulação, o artifício, a contrafacção, o erro e o ilícito, é o negativo do conjunto de prescrições morais que contraria – e por isso condição necessária para que este se defina e possa expandir.

Determinar o falso que nos rodeia e constitui é uma velha preocupação, e uma das mais problemáticas ambições humanas: porque a verdade procurada tende a tornar-se menos importante que a certeza, e porque a certeza seduz mais do que a razão. O falso é a obsessão da certeza, o seu receio, a sua possível realidade. O mundo de que ambos participam, que é facto e ficção, que é concreto e potência, necessita outro prisma, outra leitura.

O falso é também a ideia que fazemos dele. E aquilo que com ele nos propomos fazer. Ele é o que não é mas podia ser, ele integra a imaginação, fruto da dúvida e antídoto, ou pelo menos calmante, para o excesso de verdade – perdão, de certeza – nas nossas vidas.

Assim é o falso. Ainda que as aparências possam iludir.

Marcelo Felix

 

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This Wrong Wrong issue is presented under the aegis of the false. A nominalized adjective,  abstract nominalization, the false is an antonym for other conversions: the true, the real, the factual, the sincere, the natural, the genuine, the correct, the legitimate. The notion of false, which thus encompasses lie, illusion, unfoundedness, concealment, artifice, counterfeit, error, and illicitness, is a negative of the set of moral prescriptions it counters – and therefore a necessary condition for it to define and expand itself.

To determine the false around and within us is an age-old concern, and one of the most problematic human ambitions: for the truth sought after tends to become less important than certainty, and certainty is more appealing than reason. The false is certainty’s obsession, its fear, and possibly its reality. The world that both participate in, of fact and fiction, of concreteness and potentiality, requires a different prism, a different reading.

The false is the idea we make of it too. And what we propose to do with it. The false is that which is not but could be, it’s part of the imagination, fruit of the doubt and an antidote, or at least  a tranquilizer, for the excess of truth – sorry, certainty – in our lives.

So is the false. Although appearances may be deceiving.

Marcelo Felix

Streaming Egos: Identidades Digitais

 

STREAMING EGOS – IDENTIDADES DIGITAIS
http://www.raum.pt

Geografias Mutantes é o título da participação portuguesa na iniciativa internacional Streaming Egos, que foca a questão da identidade colectiva de Portugal e da Europa na era digital. Como se (auto)-representam a Europa, Portugal e os outros países europeus na cultura digital? Como nos damos a ver? Como vemos a Europa e os outros países europeus?

A convite do Goethe-Institut Portugal, Sandra Vieira Jürgens seleccionou quatro artistas portugueses – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes e Pedro Portugal – para desenvolverem o projecto artístico português na Streaming Egos, iniciativa que tem como objectivo questionar, através de um olhar artístico, de que forma as nossas identidades se multiplicam e transformam no mundo digital e as implicações destas mudanças para a nossa representatividade real e imaginária. Os projectos destes artistas estão pensados de raiz para serem apresentados em ambiente online, através da plataforma raum: residências artísticas online.

Geografias Mutantes foi apresentada ao público, em território nacional, na quinta-feira, 14 de Janeiro, às 18.30h, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian e em Düsseldorf, no NRW – Forum, nos dias 16 e 17 de Janeiro.

Streaming Egos é um projecto organizado pelo Goethe-Institut, em cooperação com o Slow Media Institut de Bona e o NRW-Forum de Düsseldorf, que envolve seis países europeus – Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália e Portugal. O projecto conta com a curadoria geral de Sabria David e com um co-curador nacional que convida artistas, criadores e autores de várias áreas a criar obras de arte e peças digitais sobre a questão da(s) identidade(s) digital(s).

Uma plataforma digital, disponível em http://blog.goethe.de/streamingegos/, com componentes da social web, possibilita o intercâmbio e a participação de todos os intervenientes e dos utilizadores.

 

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STREAMING EGOS – DIGITAL IDENTITIES
http://www.raum.pt

Mutant Geographies is the title of the Portuguese contribution to the international project Streaming Egos, centred on the issue of the collective identity of Portugal and Europe in the digital age. How are Europe, Portugal and other European countries (self-) represented in digital culture? What image do we project of ourselves? How do we see Europe and other European countries?

At the invitation of the Goethe Institute Portugal, curator Sandra Vieira Jürgens selected four Portuguese artists – André Alves, Claudia Fischer, Paulo Mendes and Pedro Portugal – to work on the Portuguese Streaming Egos project, an initiative which aims to question the way in which our identifies are multiplied and transformed in the digital world, and the implications of these changes for our real and imagined representativeness. The contributions of these artists are designed from the outset to be presented in an online environment using the raum: online artist residencies platform.

Mutant Geographies was unveiled to the public in Portugal on Thursday 14 January, in Room 1 of the Calouste Gulbenkian Foundation, and in Düsseldorf, at the NRW – Form on 16 and 17 January.

Streaming Egos is a project organised by the Goethe Institute in cooperation with the Slow Media Institute in Bonn and the NRW-Forum in Düsseldorf, involving six European countries: Germany, Belgium, Spain, France, Italy and Portugal. The project is curated by Sabria David in conjunction with a co-curator in each country who invites artists, creatives and authors from a wide range of fields to conceive works of art and digital creations on the topic of digital identity(ies).

Participation and interaction among all contributors and users is made possible by an online platform with social web components, accessible at http://blog.goethe.de/streamingegos/.

Coletivos em perspetiva

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Coletivos em perspetiva
Curso – Sede da Fundação Calouste Gulbenkian
6, 13, 20, 27 FEV, Sáb.Das 14h30 às 17h30

Este curso tem por objetivo reavivar o papel das experiências de intervenção coletiva no território artístico e revisitar a arte moderna e contemporânea através do conceito de “Coletivos”.

A abordagem que iremos desencadear alia a perspetiva teórica, visitas comentadas e o diálogo sobre o tema, visando refletir sobre a dimensão histórica, política e artística da construção de movimentos e comunidades, projetos e discursos coletivos, desde as primeiras vanguardas à atualidade.

A partir desta proposta geral sobre o que significa pensar e agir coletivamente no mundo da arte, propõe-se uma reflexão focalizada em quatro questões centrais – exílio, coexistência utópica, intervenção comunitária e memória coletiva –, que nos conduzem na análise de antecedentes históricos, bem como na abordagem de modelos emergentes e experiências recentes de colaboração e criação de identidades partilhadas em espaços de trabalho comunitários.

Conceção e orientação
Sandra Vieira Jürgens

Este curso está creditado para professores dos grupos 200, 240, 300 e 600 ao abrigo do protocolo de colaboração entre o Centro de Formação Centro-Oeste e o Descobrir – Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência.

QUANDO
6, 13, 20, 27 FEV, Sáb.das 14h30 às 17h30

Sede da FCG
12 horas
Min 10
Máx 40
Preço 50€

Link: http://descobrir.gulbenkian.pt/Descobrir/pt/Evento?a=6685

Aula Aberta – Apresentação dos projectos online RAUM e WRONG WRONG

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Wrong Wrong nº 3 – Encontro na Zaratan

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Encontro em torno da Wrong Wrong nº 3 com Bruno Humberto, Diana Combo, Maria João Soares e Sandra Vieira Jürgens

Na Zaratan – Arte Contemporânea, dia 19 de Novembro, às 19:00, realiza-se um encontro em torno do terceiro número da Wrong Wrong magazine. A exposição We only want the intangible, actualmente patente na galeria da Zaratan, está intimamente ligada ao número 3 da revista Wrong Wrong, que reúne textos e ensaios visuais de alguns dos artistas que participam na exposição.

André Alves – Arame farpado/dinamite: o poder da circulação livre

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ANDRÉ ALVES
Arame farpado/dinamite: o poder da circulação livre

CURADORIA Sandra Vieira Jürgens

INAUGURAÇÃO: 5 de Novembro às 18h
Exposição patente até 18 de Dezembro de 2015

De Segunda a Sexta das 09h30-12h30 / 14h00-17h30

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 No âmbito da Bolsa Fulbright / fcc para a realização de um mestrado nos E.U.A. em Desenho, a fundação carmona e costa, a Comissão Fulbright e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua apresentam uma exposição do ex-bolseiro André Alves com curadoria de Sandra Vieira Jürgens, que se realiza no Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, em Lisboa.

André Alves trabalha sobretudo com o desenho, explorando os limites e as concepções mais expandidas deste meio, através de processos criativos que envolvem múltiplas relações entre as formas plásticas, gráficas e escultóricas, a dimensão física e concreta da escrita bem como a dimensão sensível do discurso poético. A remissão e a pesquisa em torno de determinados conceitos e noções – como o de orientação e instabilidade – acções presentes desde cedo na sua prática artística, têm sido fundamentais num trabalho que procura desde logo partir de processos e exercícios especulativos em torno das dimensões políticas, filosóficas, culturais, psicológicas e existenciais dessas experiências para as traduzir através de bases metafóricas e plásticas.

De uma forma muito concreta, o artista desenvolve uma relação muito atenta às linhas de desenvolvimento da história, desencadeando uma relação dinâmica com o passado, tal como uma atitude analítica/reflexiva com o presente, delimitando algumas das tendências mais características do mundo contemporâneo.

Na exposição “Arame farpado/dinamite: o poder da circulação livre”, dada a curiosa coincidência cronológica de uma das patentes do arame farpado (Lucien B. Smith), da dinamite (Albert Nobel) e da primeira edição de “O Capital” de Karl Marx, André Alves dá continuidade à sua perspectiva autoral no domínio do desenho. Neste projecto, alude a diferentes referências da história da contemporaneidade e da modernidade, para indagar determinados aspectos da história colectiva e de organização económica e social, nomeadamente a tensão existente entre os conceitos e as experiências de restrição e liberdade, assumindo diferentes dimensões expressivas, individuais, identitárias, territoriais, colectivas e ideológicas daí decorrentes.

A nível formal, a associação e o contínuo deslocamento dos sentidos, possibilidades e interpretações metafóricas referidas, manifesta-se sobretudo através de trabalhos com jogos subtis de deslocamento material, de linhas e colagens de padrões de grades, de arame farpado e vedações com interferências e sugestões e ilusões de óptica ancoradas na paradoxal associação entre o significado de restrição e uma prática de desenho explodido/expandido.

A partir desta base de trabalho, André Alves propõe-se observar e reflectir sobre a impermanência, o provisório, a incerteza, a imprevisibilidade, estabelecendo com essas noções uma relação produtiva e aberta que não encerra mas produz novas significações.

Sandra Vieira Jürgens

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André Alves (n. 1981)

Vive entre Lever (PT) e Gotemburgo (SE). Frequenta o Doutoramento em Artes Visuais na University of the Arts Helsinki, realizou o Master of Fine Arts na University of Cincinnati [2009/11] com uma bolsa Fulbright/fcc, um Mestrado em Ensino das Artes Visuais [2009] e Licenciatura em Artes Plásticas Pintura, ambos pela Universidade do Porto [2005].

A sua obra e pesquisa, observam espaços, objectos e situações definidos pela transição e a renegociação do significado de conceitos ligados à ideia de instabilidade, numa aproximação onde formas visuais e textuais se cruzam.

Das suas exposições, destacam-se: “Gramáticas Flexíveis” – Casa das Artes (PT) [2015]; “Instabilidade Permanente” – Casa da Imagem (PT) [2015]; “Aesthetic Jam” – IX Taipei Biennial (CH) [2014]; “Da turbulência à regra” – Má Arte (PT) [2014]; “Estrutura, Objeto, Materia… Acción!” – La conservera, Centro de Arte Contemporáneo (ES) [2014]; “Contornar” – FAC Peregrina (ES) [2013];  “Estado d’Época” – Galeria Sopro (PT) [2012]; “Aproximações à profundidade” – Sala do Veado, (PT)[2012];  “Ex-cavação I” – Sputenik the window, (PT) [2012];  “Collecting Collections and Concepts” – Fábrica Asa, (PT) [2012]; “Massa Falhada”  – Galeria Dama Aflita, (PT) [2012]; “Mute/Motives” – Semantics Gallery (USA) [2011];  “MUSAO OPORTO” – MASC Foundation, (A)[2011]; “Surrounded” –  Reflexus Arte Contemporânea, (PT) [2009]; “Thing …” – In.Transit, (PT) [2007];  “Aunt Nell Gis” – Kunstvlaai 06, (NL) [2006].

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