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Wrong Wrong nº 3 – Encontro na Zaratan

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Encontro em torno da Wrong Wrong nº 3 com Bruno Humberto, Diana Combo, Maria João Soares e Sandra Vieira Jürgens

Na Zaratan – Arte Contemporânea, dia 19 de Novembro, às 19:00, realiza-se um encontro em torno do terceiro número da Wrong Wrong magazine. A exposição We only want the intangible, actualmente patente na galeria da Zaratan, está intimamente ligada ao número 3 da revista Wrong Wrong, que reúne textos e ensaios visuais de alguns dos artistas que participam na exposição.

Wrong Wrong #3

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Wrong Wrong #3
http://www.wrongwrong.net

PT

We only want the intangible
é o ponto de partida da Wrong Wrong #3

Quando tudo à primeira vista parece determinado e formatado queremos tornar visível o invisível, dizer o indizível, tornar possível o impossível. Algumas questões e ideias a explorar: potencialidade, urgência, desejo, utopia, matéria e realidade intangível, futuro.

Este número resulta de uma parceria com o ECMA, Ex Cinema Mele Aperto, um programa de residências que acolhe criadores de várias áreas num cinema desactivado em Pizzo, Calábria, no sul de Itália, de 5 a 11 de Outubro.

Paralelamente à sua residência em Pizzo, os artistas foram convidados a colaborar e a produzir textos e ensaios visuais para a Wrong Wrong #3, à semelhança de outros autores que serão convidados a colaborar neste próximo desafio colectivo – We only want the intangible.

Artistas participantes:
Diana Combo – PT
Michele Eversham – UK/PT
Alice Geirinhas – PT
John Grzinich – Estónia
Evelyn Grzinich – Estónia
Bruno Humberto – PT
Giuseppe Mele – IT
Jérémy Pajeanc – PT
Maria Trabulo – PT
João Pedro Trindade – PT
Pepa Ubera – Spain/UK
Rowena Boshier  – UK

A parceria entre o ECMA e a Wrg Wrg estende-se à Zaratan – Arte Contemporânea, em Lisboa, onde em curadoria colectiva se apresentam obras dos artistas participantes na residência em Itália. A exposição decorre de 5 de Novembro a 5 de Dezembro de 2015.

 

EN

We only want the intangible
it’s the starting point of Wrong Wrong #3

When everything at first sight seems determined and formatted, we want to make visible the invisible, speak the unspeakable, become possible the impossible. Some questions and ideas to explore: potentiality, urgency, desire, utopia, matter and reality intangible, future.

This number results from a partnership with ECMA, Ex Cinema Mele Aperto, a residency program that will host creators from several areas in a deactivated cinema, at Pizzo, southern Italy.

In parallel to their residency at Pizzo, the artists were invited to collaborate and to produce texts and visual essays to Wrong Wrong #3, as similarly to other authors that will be invited to collaborate in this next collective challenge – We only want the intangible.

Participant artists:
Diana Combo – PT
Michele Eversham – UK/PT
Alice Geirinhas – PT
John Grzinich – Estónia
Evelyn Grzinich – Estónia
Bruno Humberto – PT
Giuseppe Mele – IT
Jérémy Pajeanc – PT
Maria Trabulo – PT
João Pedro Trindade – PT
Pepa Ubera – Spain/UK
Rowena Boshier  – UK

The partnership between ECMA and Wrong Wrong extends to Zaratan  – Contemporary Art, where in a collective curatorship the works of the participant artists in the residency will be present. The exhibition is scheduled to be held from November 5th to December 5th of 2015.

Wrong Wrong #2

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Wrong Wrong #2
http://www.wrongwrong.net

· PT ·

A fenda é a linha que se desenha, o lugar do vazio, do abismo, da queda, o não-lugar; a ruptura, a abertura, a brecha, a falha, a fissura, a ferida, o ponto de fuga, a intermitência, a descontinuidade, a dessincronia.

A fenda é o lugar por onde as águas se escoam, onde se escondem; de onde brotam, aos borbotões, línguas de fogo e de carne, discursos incontinentes, eflúvios de mundos paralelos.

A fenda gerada de um acto revolucionário, o interstício da fruição, a interrupção da normalidade, a quebra de sentido, a fissura no discurso e no pensamento, no texto, na leitura, para zonas que escapam ao controlo, à sua lógica inicial, a paradoxa contra a doxa.

A margem que se afasta, que se funde, que transborda, que inunda. As margens, a fenda, são imprevisíveis; intangíveis e irregulares, variáveis, móveis, polimorfas, prontas a tomar quaisquer contornos.

· EN ·

The rift is the line that is drawn, the place of emptiness, of abyss, of the fall, the non-place; the rupture, the aperture, the gap, the flaw, the fissure, the wound, the vanishing point, the intermittence, the discontinuity, the dyssynchrony.

The rift is the place where waters drain, where they hide; from where they spring, by gushing, fire and flesh tongues, unrestrained discourses, effluvia of parallel worlds.

The rift is generated by a revolutionary act, the interstitial fruition, the interruption of normality, the fissure in speech and in thought, the breaking of meaning in text, in reading, to zones that escape control, to its initial logic, the paradoxa against doxa.

The margin that departs, that melts, that overflows, that flood. The margins, the rift, are unpredictable; intangible and irregular, variable, movable, polymorphous, ready to take any shapes.

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