SALÃO OLÍMPICO_Estudo de Caso


(Original: Sandra Vieira Jürgens, «Salão Olímpico» in Salão Olímpico 2003/2006, Fundação de Serralves/Centro Cultural Vila Flor, 2006, pp. 63-79).

 

O n.º 257 da Rua Miguel Bombarda, no Porto, tornou-se o centro de um projecto alternativo dedicado às artes plásticas, que funcionou ao longo de dois anos, de 2003 a 2005, no salão de bilhares da cave do Café Salão Olímpico. A ideia para este projecto partiu de um grupo de cinco pessoas – Carla Filipe, Eduardo Matos, Isabel Ribeiro, Renato Ferrão e Rui Ribeiro (maioritariamente artistas oriundos da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto) – que teve o objectivo de realizar exposições periódicas de artes visuais e outros eventos, como mostras de vídeo e performances. Sendo o objectivo deste artigo analisar as características deste projecto e as ideias que estiveram na base da realização do Salão Olímpico, começaria por destacar as intenções que foram expressas no primeiro texto de apresentação do projecto. (…)

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JOÃO MARIA GUSMÃO E PEDRO PAIVA_LisboaPhoto

João Maria Gusmão + Pedro Paiva_O encapuçado_2004

João Maria Gusmão + Pedro Paiva, O encapuçado, 2004


(Original: Sandra Vieira Jürgens, «João Maria Gusmão & Pedro Paiva», Empirismos. Novas linguagens documentais em Espanha e Portugal, LisboaPhoto, 2005, pp. 94-95).

(Reprodução: Sandra Vieira Jürgens, «Pedro Paiva e João Maria Gusmão» in Ricardo Nicolau, Fotografia na Arte – De Ferramenta a Paradigma, Jornal PÚBLICO e Fundação de Serralves, 2006, p. 36).


João Maria Gusmão (Lisboa, 1979) e Pedro Paiva (Lisboa, 1977) frequentaram conjuntamente o curso de Pintura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e começaram a expor os trabalhos realizados em parceria em 2001, numa exposição intitulada InMemory, na Galeria Zé dos Bois. Nos três anos seguintes, o percurso expositivo da dupla esteve marcado pela exibição de projectos como De Paramnésia (Partes 1, 2 e 3, em 2002), Air Liquide (2002), O Ouro dos Idiotas (2003), Eflúvio Magnético: o Nome do Fenómeno (2004) e Matéria Imparticulada (2004). Recentemente, os dois artistas venceram a 5ª edição do Prémio Novos Artistas, instituído pela EDP (Electricidade de Portugal), e exibem um conjunto de trabalhos intitulado Intrusão: The Red Square no Museu do Chiado (2005).

Gusmão e Paiva desenvolvem os seus projectos artísticos no campo da fotografia e do filme de 16 mm e no domínio da instalação, com a apresentação de projecções de vídeos e de diapositivos. Nestas áreas de actuação constroem situações e narrativas que tomam a forma de pequenas ficções, onde exploram a fusão entre a arte e a ciência. A sua obra é, em parte dominada, por temas onde o âmbito de investigação experimental, a técnica, a invenção, o processo de descoberta, ou o factor de risco, surgem retratados de uma forma muito característica. Filmam e tiram fotografias em espaços naturais, em paisagens de montanha e locais longínquos, distanciando-se dos cenários dos modernos laboratórios onde os processos experimentais e a exploração do mundo hoje acontecem. Os materiais que utilizam são simples, a tecnologia é tratada sem meios sofisticados, e os efeitos e fenómenos que transpõe para o meio artístico são concretizados de modo bizarro e misterioso, sem que diminua em nada a impressão produzida. Os seus trabalhos são desconcertantes, promovem uma incerteza relativamente à autenticidade do que foi visto e comportam, além disso, uma outra nota de ironia e de absurdo que são também traços característicos da obra conjunta dos dois autores. (…)

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FRANCISCO QUEIRÓS_Squatters_Serralves


(Original: Sandra Vieira Jürgens, «Francisco Queirós – How could I miss you?», Squatters/Ocupações, co-produção da Fundação de Serralves, Sociedade Porto 2001-Capital Europeia da Cultura, Centro de Arte Contemporânea Witte de With, 2001).

 

Sempre presentes na obra de Francisco Queirós, as personagens do mundo infantil existem para protagonizar actos de explícita violência simbólica. Assim acontecia em peças como Friezenwall #1 (v.1.2 – the forest)(2000) e Friezenwall #3 (v.3.2 – 100  acre hood swimming` hole playset) (2000), onde a partir de um universo que encontra a sua  referência primordial na experiência dos videogames, mimetizava com especial ênfase os movimentos estilizados e as acções mecânicas das figuras, sublinhando a agressividade dos comportamentos retratados. Em How could I miss you? (2001) Francisco Queirós trabalha também com dispositivos de manipulação da imagem, desta vez apropriando-se de efeitos próximos do universo tradicional da animação.

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