O que mudou? Das casas-ateliers aos estúdios do século XXI_ARQ./A #117

Novo artigo na Arq./a #117, dedicada ao tema “Portugal Habitacional”

“O que mudou? Das casas-ateliers aos estúdios do século XXI”

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O meu texto começa assim: “A questão do habitar é sem dúvida a base da prática da arquitetura, mas também um tema recorrente de trabalho na trajetória de muitos artistas portugueses, como Patrícia Garrido, Carlos Bunga, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Ana Vieira, Ângela Ferreira, Nuno Cera, Pedro Barateiro, Didier Faustino, Nuno Sousa Vieira ou João Serra, para citar apenas alguns exemplos. Nos últimos anos têm surgido, de resto, muitas propostas curatoriais organizadas em torno dessa ideia, selecionando peças de coleções institucionais ou desencadeando novas produções. Neste texto interessa-me contudo fazer um exercício de transposição da ideia do habitar para os espaços de vida e de trabalho dos artistas, focando os ateliers e estúdios, cuja configuração e natureza, tal como as casas, não deixa de acompanhar e espelhar diferentes conceitos de vida e de arte.”

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Fotos: Weegee e Francis Bacon

>>> Jürgens, Sandra Vieira, «O que mudou? Das casas-ateliers aos estúdios do século XXI» in arq./a – Revista de Arquitectura e Arte, nº 117 (Janeiro-Fevereiro 2015), pp. 124-127.

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ARQ./A 116 (novembro-dezembro 2014)

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Colapsos e alvos em movimento
Práticas críticas sobre as cidades contemporâneas

Sendo muitas as hipóteses de abordagem ao tema das dinâmicas e das mobilidades expandidas na arte contemporânea e vários os pontos de reflexão – a mobilidade profissional e geográfica empreendida pelos criadores, agentes e instituições culturais, as experiências de emigração e as residências artísticas que oferecem aos criadores pontes entre realidades locais e globais –, tentarei retratar a obra de alguns artistas que nos fazem experimentar a mobilidade na paisagem e contexto urbanos através de diferentes práticas artísticas, promovendo e incentivando reflexões críticas sobre os aspectos mais característicos do planeamento e desenho das cidades contemporâneas.

>>> Jürgens, Sandra Vieira, «Colapsos e alvos em movimento: Práticas críticas sobre as cidades contemporâneas» in arq./a – Revista de Arquitectura e Arte, nº 116 (Novembro-Dezembro 2014), pp. 124-127.

Foto: Francis Alÿs, estudo para Lada “Kopeika” Project. Bruxelas—São Petersburgo, 2014. Cortesia do artista e da David Zwirner Gallery. MANIFESTA 10, São Petersburgo.

ARQ./A 115 (setembro-outubro 2014)

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A urgência de internacionalização
A arte em tempos de crise

O meu artigo começa assim: “Em 1935, Almada Negreiros criou três números de uma revista a que chamou Sudoeste: Cadernos de Almada Negreiros, na qual tentava situar Portugal no mapa da Europa. Passados muitos anos continuamos a repensar a nossa posição na cartografia europeia e até mundial, não já com o problema político da situação de isolamento e da direção da atividade cultural pela “Política de Espírito” do Estado Novo em que nos encontrávamos, mas com muitos aspetos por resolver em matéria de inserção e internacionalização dos artistas e da arte produzida em Portugal.”…

>>>Jürgens, Sandra Vieira, «A urgência de internacionalização:
A arte em tempos de crise» in arq./a – Revista de Arquitectura e Arte, nº 114 (Setembro-Outubro 2014), pp. 126-129.

Uma nova geração: Sem imagens absolutas e formas narrativas lineares in Revista Arqa 114 (julho-agosto 2014)

A viagem da Sala 53

No texto «Uma nova geração: Sem imagens absolutas e formas narrativas lineares» ensaio uma aproximação a diversas práticas, linhas de trabalho, de pensamento e reflexão produzidas por artistas portugueses nascidos na década de oitenta. Destaco do trabalhos de André Alves, Catarina de Oliveira, Igor Jesus e Salomé Lamas.

A imagem é do trabalho de Igor Jesus, O Lado Escuro da Lua, 2013. Frigoríficos e cabos elétricos, 644 x 340 x 70 cm. Vista da exposição “A Viagem da Sala 53”, Galeria Baginski, 2013. Coleção António Cachola. Créditos fotográficos: Francisco Nogueira.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «Uma nova geração: Sem imagens absolutas e formas narrativas lineares» in arqa – Revista de Arquitectura e Arte, nº 114 (julho-agosto 2014), pp. 122-125.

Neo-modernos: Revisitar os clássicos do século XX_arqa 113 (maio-junho 2014)

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Ainda à espera de um novo conceito que defina bem o nosso “espírito do tempo” podemos aceitar a designação neo-modernos. Com efeito, os investigadores, artistas, arquitetos tem se debruçado muito mais sobre o projeto moderno do que pela pós-modernidade ou mesmo pela pós-pós-modernidade. Nos últimos anos, entre a apropriação nostálgica e as práticas críticas, são muitas as possibilidades de encontrar retratados temas, aspetos, símbolos visuais relacionados com a modernidade e o modernismo na produção artística contemporânea.

A imagem pertence à instalação fotográfica de Anna Artaker, Die unbekannte Avantgarde, 2007.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «Neo-modernos: Revisitar os clássicos do século XX» in Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 113 (maio-junho 2014), pp. 122-125.

 

Usos e recursos da arte contemporânea: instalações fabris, economia e estética do abandono na era pós-industrial _arqa 112 (março-abril 2014)

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O uso de edifícios, fábricas, armazéns em estado de abandono, desocupados, devolutos, improdutivos, degradados, tornados obsoletos no período pós-industrial, marcou a realização de exposições e desenvolvimento de práticas artísticas que fazem eco de concepções estéticas e das condições espaciais em que se integram, espaços em ruínas que tornam possível a experimentação de condições de instalação espacial e a criação de obras e instalações específicas.

Estas imagens são da exposição Exílio, Deriva, Disseminação: Um projecto em torno de Guy Debord, na Metalúrgica Alentejana, 1995. Fotografias: Paulo Mendes.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «Usos e recursos da arte contemporânea: Instalações fabris, economia e estética do abandono na era pós-industrial» in Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 112 (março-abril 2014), pp. 122-125.

 

Performatividade Difusa: Objetos, instalações e animais domésticos_arqa 111 (janeiro-fevereiro 2014)

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Na arte contemporânea, a instalação é por excelência o espaço da indiferenciação. A sua prática surge amplamente ancorada na produção de intervenções compósitas, formadas mediante um exercício de apropriação e justaposição de objetos comuns, vulgares, desprovidos de marcas expressivas, e mesmo de qualquer aura, cuja reunião se processa por seleção e absorve a experimentação dos dispositivos de apresentação expositiva.

Esta imagem é da instalação de Petrit Halilaj, The places I’m looking for, my dear, are utopian places, they are boring and I don’t know how to make them real, 2010, na 6th Berlin Biennial, 2010. Fotografia: Mário Martins.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «Performatividade Difusa: Objectos, instalações e animais domésticos». In: Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 111 (janeiro-fevereiro 2014), pp. 118-121.

O impulso social e comunitário: as dimensões performativas no campo da arte e da arquitetura__ Arqa 110 (novembro-dezembro 2013)

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A pretexto da natureza e das propostas do programa oficial e associado Close, Closer, da 3ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa, neste artigo faço uma análise de algumas das questões que norteiam a produção artística e da curadoria, comentando práticas, tendências e géneros emergentes nas formas de criação e nos meios de distribuição e receção artísticas.

Esta imagem é da exposição do projeto Planning for Protest, na Artéria, Rua dos Douradores, em Lisboa.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «O impulso social e comunitário: as dimensões performativas no campo da arte e da arquitetura». In: Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 110 (novembro-dezembro 2013), pp. 126-129.

 

Das Academias às Universidades: o artista como investigador_ Arqa 109 (setembro-outubro 2013)

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Herança e desenvolvimento da arte conceptual, o pensamento e o discurso teórico tem hoje um peso considerável no trabalho dos artistas e o que designamos de prática artística tem paradoxalmente uma dimensão de investigação artística, um conceito que nos últimos anos é usado para referenciar atividades que aliam práticas oficinais e de atelier a práticas especulativas de pendor teórico.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «Das Academias às Universidades: O artista como investigador». In: Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 109 (setembro/uutubro 2013), pp. 86-89.

A sagração do White Cube: a persistência de um modelo moderno _ Arqa 108 (julho-agosto 2013)

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       The Tanks – Tate Modern. Cortesia: Tate Photography

Em meados do século XX, o White Cube tornar-se-ia a configuração paradigmática universal dos museus e espaços expositivos. Foi sobretudo a partir da reforma do Staatliche Museum de Amsterdão nos anos cinquenta, um edifício de tijolos repintado por completo de branco que se popularizou a ideia de que os espaços de arte contemporânea deviam ter paredes brancas num estilo uniformizado e neutro. A formulação expositiva do sistema do “cubo branco”, assente na autonomia da obra de arte e na transcendência de espaço e do lugar, era aquela que melhor estabelecia a linha divisória entre o espaço da arte e o mundo externo, o resto da realidade.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «A sagração do White Cube» in Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 108 (Julho/Agosto 2013), pp. 86-89.

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