Cosmuseologias variáveis – Museu Nacional de Soares dos Reis

COSMUSEOLOGIAS VARIÁVEIS
> no próximo sábado, 24 de Setembro a partir das 18h00, conversa sobre museus, exposições, performances & outras extravagâncias – e jantar

cosmuseologias

COSMUSEOLOGIAS VARIÁVEIS

18h00 _ Performance
Passagem de ALBUQUERQUE MENDES
Entrada livre

19h00 _ Conversa à volta da mesa

PAULO MENDES, artista plástico e curador convidou
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ALBUQUERQUE MENDES, artista plástico e performer
EMÍLIA TAVARES, historiadora de arte e curadora
NUNO FARIA, curador
SANDRA VIEIRA JÜRGENS, historiadora e crítica de arte

O que é, o que pode ser um museu?
O museu como espaço de interrogação, campo de trabalho e investigação, através das palavras de artistas e performers, de historiadores de arte e curadores.
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NOTA > Durante a conversa é servido o jantar. É necessário a reserva e está sujeito ao pagamento de 12€.
Mais informações e reservas: portoartfest@gmail.com / 916088659
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Local > Museu Nacional de Soares dos Reis / MNSR,
Rua de Dom Manuel II 44, 4050-342 Porto
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+ info > https://www.facebook.com/events/299671210413631/

A VIDA ESTÁ LÁ FORA

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A VIDA ESTÁ LÁ FORA é uma exposição concebida pelos alunos da primeira edição da pós-graduação em Curadoria da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. De 18 de setembro a 16 de outubro de 2016 no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

Inauguração: 17 de setembro, às 18h30

Artistas: ANDRÉ ALVES | ANTÓNIO JÚLIO DUARTE | BRÍGIDA MENDES | DANIEL BARROCA | JOÃO ONOFRE | JOÃO PAULO SERAFIM | JOSÉ LUÍS NETO | MARTA CASTELO | NUNO DA LUZ | PEDRO BARATEIRO | RICARDO JACINTO | SUSANA ANÁGUA | SUSANA GAUDÊNCIO

 

A VIDA ESTÁ LÁ FORA é uma exposição que tanto sugere uma divagação nostálgica, como uma insurreição contra o simulacro que nos encerra e que nos apela a sair, para fora de nós. Após a invenção da perspetiva como sistema de representação, a figuração deslocou-se para o lugar do espectador — para a forma como o mundo se lhe apresenta e interpela o olhar e os sentidos. Assim o exercício da representação desinteressou-se do real preferindo explorar os mecanismos que o percecionam ou o seu simulacro. O simulacro, no limite da sua perfeição, fixa uma realidade paralela, que é controlável e por isso preferível ao original. Paradoxalmente, parece garantir também uma espécie de “acesso imediato ao Real”.

A VIDA ESTÁ LÁ FORA lança um convite para um percurso no qual categorizamos os simulacros em três temas. Num primeiro momento, num contexto imaginário a que chamámos COMÍCIO, evoca-se o aglomerado social e a utopia de entendimento. A linguagem une a humanidade na igual proporção em que a divide, organiza-a segundo escalões de poder e estratifica-a burocraticamente. Quer como instrumento de controlo remoto quer como miragem de rutura, liberdade e de entendimento, a comunicação está povoada das interferências de uma maldição babélica.

Num segundo momento, na zona CINEMATÓGRAFO, artilha-se um mecanismo de imersão. A experiência no cinema é, primeiro, física: o silêncio e a escuridão, simultaneamente individual e coletiva. O pulsar do sangue e a intermitência da respiração tornam-se audíveis no escuro. Despertado o cinematógrafo – a cada grão de luz na engrenagem, no ruído, na desfocagem, na dissolução da imagem – ele opera como a memória: de forma anacrónica, em sobreposição, em direto, diferido e em looping.

Num terceiro, e último momento, um JARDIM imaginário prefigura a réplica perfeita. Vagamente evocativos de recreio, os jardins e os parques são espaços de interrupção da vida ativa para dar lugar ao lazer e convívio ao ar livre, de forma moderada, controlada e circunscrita por uma vedação. Convocam-se em tom nostálgico as naturezas-mortas, as paisagens ausentes, os taxidermistas e as classificações num território-maqueta estagnado, pantanoso e labiríntico.

Tudo termina onde começa: na linha de horizonte, o cordel omnipresente que nos informa das orientações e medições que temos do mundo. Este está num beco e esconde uma mensagem. Aproximamo-nos para ler: A vida está lá fora (título da peça homónima de André Alves).

Curadoria | Bruno Pelletier Sequeira, Catarina Pombo Nabais, Cláudia Ribeiro, Hilda Frias, Joana Brito, Luciana M. Meirelles, Margarida Eloy, Maria Xavier, Pietra Fraga, Pedro Faria, Rodrigo Ezequiel, Sérgio Azevedo, Sofia Rodrigues

 

ATIVIDADES EM TORNO DA EXPOSIÇÃO

Visitas orientadas | conversas
Sábados, dias 24 de setembro e 15 de outubro, às 17h.

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