Lançamento do livro “Instalações Provisórias” – MNAC – Museu do Chiado – 24 de Março – 18h30

No dia 24 de Março (quinta-feira), às 18h30, vai realizar-se o lançamento do meu livro “INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS: independência, autonomia, alternativa e informalidade. Artistas e exposições em Portugal no século XX”, no MNAC – Museu do Chiado.

O livro será apresentado por Aida Rechena (Directora do MNAC – Museu do Chiado), Raquel Henriques da Silva (Professora, IHA, DHA, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa), Maria João Gamito (Professora, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa), David Santos (Sub-director geral do Património Cultural) e Filipa Valladares (Curadora e livreira, STET – livros e fotografias).

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS, uma edição da Sistema Solar | Documenta, STET – livros e fotografias e IN.Transit Editions, em parceria com o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

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raum: ESAD – Caldas da Rainha – Projecto Colectivo

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De 2 de Março até 5 de Abril, sete alunos de Artes Plásticas do Mestrado e Licenciatura da Escola Superior de Artes e Design – Caldas da Rainha estão em residência na plataforma raum.pt, com seis projectos.

Este projecto colectivo intitulado Academia de máquinas de imaginar e outras invenções, reúne trabalhos de Constança Bettencourt, Guilherme Silva, Kevin Claro, Patrícia Henriques, Pedro Brito & Ema Gaspar e Pedro Lira, com curadoria de Isabel Baraona, Luísa Soares de Oliveira e Susana Gaudêncio.

Academia de máquinas de imaginar
e outras invenções

“Um Linguista propunha um modo de abolir todas as palavras, de maneira que se discutisse sem falar, o que seria favorável ao peito, porque está claro que, à força de falar, os pulmões gastam-se e a saúde altera-se. A solução, por ele achada, era carregar consigo todas as coisas e objectos de que se quisesse tratar. (…) Outro cientista desde há oito anos que estava envolvido num projecto que consistia em extrair raios de sol dos pepinos, fechá-los em recipientes herméticos e usá-los para aquecer o ar em dias frios e chuvosos. (…) Havia também um arquitecto genial que concebera um novo método de construir casas, começando pelo telhado e terminando nas fundações.” – Swift, Jonathan (1726), Viagens de Gulliver, Relógio d’água, Lisboa, 2010)

Nas suas Viagens de Gulliver, Jonathan Swift narra a história de um médico aventureiro que viaja na época das grandes explorações marítimas, encontrando novas ilhas e comunidades fantásticas que satirizavam a sociedade europeia da sua época. Poderíamos ler estas terras de geografias inventadas e sem lugar (utopias), como espelhos deformados do mundo. Em Balnibarbi, região sob o jugo de Laputa (a ilha flutuante), funciona uma academia de inventores e cientistas ocupados em descobrir como funcionam todas as coisas no mundo.

O acto criativo faz do Homem um ser voltado para a construção do futuro, modificando o seu presente. É aqui que pensamento artístico e pensamento utópico se relacionam. Arte e utopia dão resposta à vontade do artista que, tal como o inventor, amplia o real a partir das suas obras artísticas que são as suas máquinas de imaginar.

Sete alunos de Artes Plásticas (mestrado e licenciatura) estarão em residência na RAUM por um mês. Virão a público seis projectos que reflectem os seus modos e os seus espaços de produção artística, distintos e particulares. No entanto, todos usaram como medida o impulso para utopia na aproximação ao acto criativo.

 

EN

Academy of Imagination machines
and other inventions

“The other project was, a scheme for entirely abolishing all words whatsoever; and this was urged as a great advantage in point of health, as well as brevity. For it is plain, that every word we speak is, in some degree, a diminution of our lunge by corrosion, and, consequently, contributes to the shortening of our lives. An expedient was therefore offered,‘that since words are only names for things, it would be more convenient for all men to carry about them such things as were necessary to express a particular business they are to discourse on.’ (…)

He has been eight years upon a project for extracting sunbeams out of cucumbers, which were to be put in phials hermetically sealed, and let out to warm the air in raw inclement summers. (…)

There was a most ingenious architect, who had contrived a new method for building houses, by beginning at the roof, and working downward to the foundation; (…)” – Swift, Jonathan (1726). Gulliver’s Travels, George Bell and Sons, Londres, 1892. (2009, June 15. In http://www.gutenberg.org.)

In his Gulliver’s Travels, Jonathan Swift tells the story of an adventurous doctor who travels during the time of the great maritime exploration, finding new islands and fantastic lands that satirized the European society of his time. We could read these lands’s imagined geographies and no place (utopias), as world’s deformed mirrors. In the Balnibarbi region, under the authority of Laputa (floating island), it operates an academy of inventors and scientists, always busy for uncovering how everything in the world works.

The creative act impels man to be focused on building the future, by modifying the present. This is how artistic and utopian thinking relate. Art and utopia give response to the artists’s will that, as the inventor, extends the real trough their artistic practice, which is their imagination machine.

Seven Fine Art students (masters and bachelor) will be in residence for a month at RAUM.

Six different projects will be public, each one reflecting their unique artistic process and production. However, all of them used the utopian impulse as mesure for their creative acts.

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