Wrong Wrong #2

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Wrong Wrong #2
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· PT ·

A fenda é a linha que se desenha, o lugar do vazio, do abismo, da queda, o não-lugar; a ruptura, a abertura, a brecha, a falha, a fissura, a ferida, o ponto de fuga, a intermitência, a descontinuidade, a dessincronia.

A fenda é o lugar por onde as águas se escoam, onde se escondem; de onde brotam, aos borbotões, línguas de fogo e de carne, discursos incontinentes, eflúvios de mundos paralelos.

A fenda gerada de um acto revolucionário, o interstício da fruição, a interrupção da normalidade, a quebra de sentido, a fissura no discurso e no pensamento, no texto, na leitura, para zonas que escapam ao controlo, à sua lógica inicial, a paradoxa contra a doxa.

A margem que se afasta, que se funde, que transborda, que inunda. As margens, a fenda, são imprevisíveis; intangíveis e irregulares, variáveis, móveis, polimorfas, prontas a tomar quaisquer contornos.

· EN ·

The rift is the line that is drawn, the place of emptiness, of abyss, of the fall, the non-place; the rupture, the aperture, the gap, the flaw, the fissure, the wound, the vanishing point, the intermittence, the discontinuity, the dyssynchrony.

The rift is the place where waters drain, where they hide; from where they spring, by gushing, fire and flesh tongues, unrestrained discourses, effluvia of parallel worlds.

The rift is generated by a revolutionary act, the interstitial fruition, the interruption of normality, the fissure in speech and in thought, the breaking of meaning in text, in reading, to zones that escape control, to its initial logic, the paradoxa against doxa.

The margin that departs, that melts, that overflows, that flood. The margins, the rift, are unpredictable; intangible and irregular, variable, movable, polymorphous, ready to take any shapes.

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