raum: Universidade de Évora – António Caramelo

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Universidade de Évora
António Caramelo

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Passando ao largo do Planeta 8989 a bordo da nave Enterprise, Spock comunica ao capitão Kirk que o Planeta 8989 é feito de nada, e que todos os seus habitantes são artistas (Episodio Star Trek escrito por William Shatner)

“Voids Happens, anything else too”
Henri Bergson, Cahiers

Não será num futuro hipotético, é agora. Pela mesma casualidade descrita por Spock e para capturar as ligações entre o discursivo e o não discursivo, uma nave oriunda do planeta 8989 viaja até ao Planeta Terra, não à procura do nada vernacular que lhes é particular enquanto artistas mas sim na procura de um outro dispositivo, que por ser igualmente totalizante, lhes é estranho e familiar ao mesmo tempo: esse perseguir dos “vazios” que existem em potência no mundo físico e fenomenológico, distinto da matéria do nada do Planeta 8989, implica a descoberta da necessidade da afectação de um determinado posicionamento enquanto observadores, não só topologicamente mas também ideologicamente, funcionando estas como formas privilegiadas na definição e articulação entre o saber e o poder. Nada é melhor que nada e esse é o mapa do vazio que aqui se representa, um atlas de representações aprisionadas pelas percepções.

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Passing Planet 8989 on board Starship Enterprise, Spock tells Captain Kirk that this very planet is made of Nothing, and its inhabitants are artists (Episode of Star Trek by William Shatner)

“Voids Happens, anything else too”
Henri Bergson, Cahiers
The future is now. For the same casualty described by Spock and with the intent of capturing the links between the discursive and non-discursive, a spaceship coming from planet 8989 travels to Earth, not in search of the nothingness that is very particular to artists, but in search for another totalizing apparatus that for them is strange and familiar at the same time: this hunt for the nothingness that exists in power, in the physical and phenomenal world, distinct from the matter out of the nothingness on planet 8989, entails the discovery of the necessity, as observers, of an allocation to a given position, topologically as well as ideologically, as these are well placed to define and articulate knowledge and power. Nothing is better than nothing and this is the map of the void that is here, an atlas of representations trapped by perceptions.

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