Workshop “Imagens da Arte e da Europa”, 3 e 4 de Fevereiro, Casa-Museu Medeiros e Almeida, Lisboa

Casa_Museu Medeiros e Almeida Apresentação e ficha de inscrição: Apresentação. Workshop Imagens da Arte e da Europa Ficha de inscrição. Workshop Imagens da Arte e da Europa

Anúncios

raum: C.R.I.M. – Cadavre Exquis – 31 Realizadores

newsletter_9
raum: C.R.I.M. – Cadavre Exquis
31 Realizadores/Filmmakers

www.raum.pt

> PT
Um filme cadavre exquis realizado pelos artistas e cineastas que trabalham com a C.R.I.M.. Cada participante é responsável por uma sequência de imagens em movimento sem som, entre 30 e 45 segundos, com um ponto de partida (uma palavra ou frase) e um ponto de chegada (ponto de partida do próximo) sorteados a partir de um texto, ou mais exactamente de um pretexto. A ideia foi fazer em conjunto e muito rapidamente uma teia de ideias a vislumbrar, uma obra colectiva a dissecar, um crime surrealista.

———————-

> EN
A cadavre exquis film made by the artists and filmmakers working with C.R.I.M. Each participant contributes a sequence of soundless moving images, between 30 and 45 seconds in duration, starting from a word or sentence and finishing at the next participant’s starting point. Words/sentences are drawn from a (pre)text. The goal was to jointly and quickly create a web of ideas to be glimpsed, a collective work to be dissected, a surrealist crime.

raum: Universidade de Évora – António Caramelo

newsletter_8

raum: residências artísticas online
Universidade de Évora
António Caramelo

www.raum.pt

> PT

Passando ao largo do Planeta 8989 a bordo da nave Enterprise, Spock comunica ao capitão Kirk que o Planeta 8989 é feito de nada, e que todos os seus habitantes são artistas (Episodio Star Trek escrito por William Shatner)

“Voids Happens, anything else too”
Henri Bergson, Cahiers

Não será num futuro hipotético, é agora. Pela mesma casualidade descrita por Spock e para capturar as ligações entre o discursivo e o não discursivo, uma nave oriunda do planeta 8989 viaja até ao Planeta Terra, não à procura do nada vernacular que lhes é particular enquanto artistas mas sim na procura de um outro dispositivo, que por ser igualmente totalizante, lhes é estranho e familiar ao mesmo tempo: esse perseguir dos “vazios” que existem em potência no mundo físico e fenomenológico, distinto da matéria do nada do Planeta 8989, implica a descoberta da necessidade da afectação de um determinado posicionamento enquanto observadores, não só topologicamente mas também ideologicamente, funcionando estas como formas privilegiadas na definição e articulação entre o saber e o poder. Nada é melhor que nada e esse é o mapa do vazio que aqui se representa, um atlas de representações aprisionadas pelas percepções.

———————-

> EN
Passing Planet 8989 on board Starship Enterprise, Spock tells Captain Kirk that this very planet is made of Nothing, and its inhabitants are artists (Episode of Star Trek by William Shatner)

“Voids Happens, anything else too”
Henri Bergson, Cahiers
The future is now. For the same casualty described by Spock and with the intent of capturing the links between the discursive and non-discursive, a spaceship coming from planet 8989 travels to Earth, not in search of the nothingness that is very particular to artists, but in search for another totalizing apparatus that for them is strange and familiar at the same time: this hunt for the nothingness that exists in power, in the physical and phenomenal world, distinct from the matter out of the nothingness on planet 8989, entails the discovery of the necessity, as observers, of an allocation to a given position, topologically as well as ideologically, as these are well placed to define and articulate knowledge and power. Nothing is better than nothing and this is the map of the void that is here, an atlas of representations trapped by perceptions.

ARQ./A 116 (novembro-dezembro 2014)

2_gsb_alys_francis_study

Colapsos e alvos em movimento
Práticas críticas sobre as cidades contemporâneas

Sendo muitas as hipóteses de abordagem ao tema das dinâmicas e das mobilidades expandidas na arte contemporânea e vários os pontos de reflexão – a mobilidade profissional e geográfica empreendida pelos criadores, agentes e instituições culturais, as experiências de emigração e as residências artísticas que oferecem aos criadores pontes entre realidades locais e globais –, tentarei retratar a obra de alguns artistas que nos fazem experimentar a mobilidade na paisagem e contexto urbanos através de diferentes práticas artísticas, promovendo e incentivando reflexões críticas sobre os aspectos mais característicos do planeamento e desenho das cidades contemporâneas.

>>> Jürgens, Sandra Vieira, «Colapsos e alvos em movimento: Práticas críticas sobre as cidades contemporâneas» in arq./a – Revista de Arquitectura e Arte, nº 116 (Novembro-Dezembro 2014), pp. 124-127.

Foto: Francis Alÿs, estudo para Lada “Kopeika” Project. Bruxelas—São Petersburgo, 2014. Cortesia do artista e da David Zwirner Gallery. MANIFESTA 10, São Petersburgo.

Site no WordPress.com.