DIÁLOGO COM IMAGENS – Arte, Património e Narrativas para a Europa

 

DIÁLOGO COM IMAGENS
Arte, Património e Narrativas para a Europa

26 de Junho, 2014 –  11:00 – 18:00  / Aud. C104, Edifício II, ISCTE-IUL. Entrada Livre

Europa                                           O Templo de Apollus Epikurius, Bassae, Grécia


SEMINÁRIO

Coord. Idalina Conde e Sandra Vieira Jürgens

Participantes:

Pedro Cardim, Idalina Conde, Emília Ferreira, Maria João Gamito, Paula Guerra, Sandra Vieira Jürgens, Cláudia Madeira, Celso Martins, Helena Murteira, Ana Oliveira, Fernando José Pereira, David Santos, Raquel Henriques da Silva e Teresa Vilaça.

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PROGRAMA DO SEMINÁRIO

26 de Junho, 2014 – 11:00 – 18:00 / Aud. C104, Edifício II, ISCTE-IUL. Entrada Livre

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11:00   Boas Vindas

11:20   Apresentação por Idalina Conde
“Europa em modos de ver,
and our faces, my heart, brief as photos – John Berger”
Socióloga com especialidade nas áreas da arte e da cultura.
Professora no ESPP – Escola de Sociologia e Políticas Públicas.
ISCTE-IUL Instituto Universitário de Lisboa e investigadora do CIES.

11:40   David Santos
True Lies and Alibis – Marche Solitaire. Narrativa do desencanto? (a partir de uma imagem de João Tabarra)”
Diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.
Historiador e curador de arte contemporânea.
Doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes, Universidade de Coimbra.

12:00   Raquel Henriques da Silva
“Museu em tempo de guerra: o nascimento do primeiro museu português, Porto 1833”

Professora Associada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Departamento de História da Arte. Leciona os seminários do Mestrado em História da Arte do século XIX e é coordenadora científica do Mestrado em Museologia. Diretora do Instituto de História da Arte desde 2010.

12:20   Maria João Gamito
“Era uma vez uma princesa”
Professora na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Professora Convidada no Departamento de Arquitetura do ISCTE-IUL – Instituto Universitário de Lisboa. Desenvolve a sua atividade de investigação nos domínios da Cultura Visual e da Teoria da Imagem.

12:40   Teresa Vilaça
O Pagador de Impostos (1616) de Peter Brueghel, uma iconografia europeia”
Diretora da Casa-Museu Medeiros e Almeida.
Formada em História, com longa atividade na área dos museus, no Museu de Arte Contemporânea e Palácio de Queluz; anteriormente no Departamento de Conservação e Restauro do Instituto do Património.

 

13:00 – 14:30
Almoço Livre

 

14:40   Fernando José Pereira
“Novas da desolação”
Artista plástico. Participações recentes (2014): The 10th Berlin International Directors Lounge [DLX], Berlim; “La Gran Màquina”, Museu Trepat de Tàrrega, Lleida, Espanha; “Sem Quartel”, Porto. Professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e investigador no I2ADS.

15:00   Pedro Cardim
“O grande ballet da política europeia”

Professor de História Moderna da Universidade Nova de Lisboa, foi professor visitante da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), da Universidad Autónoma de Madrid, da Universität Wien e da New York University.  Trabalha sobre história política e administrativa de Portugal (séculos XVI e XVIII). Desde setembro de 2012 dirige  –  com Jean-Frédéric Schaub (EHESS-Paris) e Evergton Sales Souza (Universidade Federal da Bahia) – o projecto «BAHIA 16-19 – Salvador da Bahia: American, European, and African forging of a colonial capital city», Marie Curie Actions.

15:20   Celso Martins
“Os cinco trabalhos de Europa”
Crítico de Arte no jornal Expresso.
Professor na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

15:40   Emília Ferreira
“Europa, amo-te!”
Historiadora de Arte, escritora e curadora em artes visuais.
Curadora da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea em Almada e investigadora integrada no Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

16:00   Cláudia Madeira
Arquivos do silêncio –  a arte e as memórias e pós-memórias da guerra” 
Doutorada em Sociologia, com especialidade em arte e cultura pelo ICS-UL.
Professora Auxiliar convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Departamento de Ciências da Comunicação.

16:20   Helena Murteira
“Desconstruir a memória: a narrativa histórica na era digital”
Historiadora de Arte com especialidade nas áreas de História da Arquitetura e do Urbanismo, História e Teoria do Património, Arqueologia Virtual e Ciberarqueologia. Colaboradora do Programa Gulbenkian de Língua e Cultura Portuguesas e investigadora integrada do Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) da Universidade de Évora.

16:40   Paula Guerra e Ana Oliveira
I Wanna Be Sedated (for Europe): imagem, ilustração, pop, arte e culturas juvenis”
Ana Oliveira Socióloga. Investigadora do Projeto Keep It Simple Make It Fast!. Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (IS-UP), Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Paula Guerra Socióloga. Professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Investigadora do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (IS-UP). Coordenadora do Projeto Keep It Simple Make It Fast!, com apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

17:00   Sandra Vieira Jürgens
Quo Vadis Europa, de Godard a Thomas Hirschhorn”
Historiadora e crítica de arte. Concebeu, dirigiu e editou a Artecapital, publicação online especializada em arte contemporânea, desde a sua fundação em abril de 2006 até dezembro de 2013. Crítica de arte nas revistas arq./a e Stratosphere. Professora no Instituto de Arte, Design e Empresa – Universitário (IADE-U) e investigadora da Unidade de Investigação em Design e Comunicação (UNIDCOM/IADE).

18:00   Palavras finais – Idalina Conde e Sandra Vieira Jürgens

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 Apresentação

O contexto. Europa, de “criativa” à busca de “narrativa”, pode-se resumir assim certo realinhamento em agendas institucionais e políticas para a cultura e, mais latamente, para o espaço europeu. A Europa que tem atravessado uma das maiores crises e com recrudescimento das clivagens entre Europas: Norte/Sul, países centrais/periféricos, etc. As diferenças culturais e simbólicas ganharam acuidade, a par das questões fraturantes nos planos económico, social e político. Neste contexto não existe, pois, lugar para a narrativa no singular.  Antes várias, como várias são as criatividades, ainda que o singular se aplique a alguns universais da civilização europeia no curso da sua história e heranças no presente.

A New Narrative for Europe foi uma iniciativa que decorreu em 2013-14 sob a égide da Presidência da Comissão Europeia. Apesar de conjuntural e institucionalmente episódica, trouxe o tema com substância para perdurar como grande questão. Nesse âmbito, um grupo de personalidades assinou o manifesto The Mind and Body of Europe com apelo à “narrativa”. O interessante esteve no relevo dado às dimensões simbólicas (culturais, intelectuais, identitárias), desde a ênfase nos valores à declaração de precisarmos de novos símbolos para a Europa. Certamente, a par de outros menos novos que permanecem referências.

O manifesto apelou a intelectuais, artistas e cientistas para se pensarem num novo paradigma e, ainda, re/criar a imagística para a Europa.  Seja por formas mais radicais de imaginação na criação contemporânea, seja pela relação com o património. Além da sua preservação e interpretação, a re/interpelação. O património, edificado, imaterial e digital, regressou entretanto ao centro das agendas. Foi assim proclamado em maio de 2014 pelo Conselho da Europa que o considerou  “recurso estratégico para a Europa sustentável” e com um “papel específico para atingir a estratégia da Europa 2020”.

O seminário. Parte desse contexto e aborda aquele eixo da imagística. Em concreto, para refletir sobre imagens da arte, do património e cruzamentos, como pelas intervenções contemporâneas em espaços museológicos ou sítios históricos. Procura-se explorar problemáticas para relações entre imagens e narrativas. Trabalhar com as imagens significa usá-las em função de o que dizem ou de o que queremos dizer com elas. Algumas, com grande potencial metafórico para significar a Europa, Europas e/ou dimensões (e narrativas) diversas. As imagens podem ser diversificadas. O importante é que referente Europa esteja no modo como os participantes no seminário escolheram essas imagens e as interrogam. Como é que elas “falam” e como é que eles próprios falam de Europa, usando-as. Embora tendo esta vertente iconográfica, o seminário propôe uma reflexão abrangente sobre a Europa que convida a vários olhares e especialidades para esse debate.

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Organização:
CIES – IUL
INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA (ISCTE-IUL)
www.cies.iscte-iul.pt
www.facebook.com/cies.pt

Local: Auditório C104, Edifício II, ISCTE-IUL
Instituto Universitário de Lisboa, Av. das Forças Armadas (perto de Entrecampos)

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Neo-modernos: Revisitar os clássicos do século XX_arqa 113 (maio-junho 2014)

Anne Artaker1

 

Ainda à espera de um novo conceito que defina bem o nosso “espírito do tempo” podemos aceitar a designação neo-modernos. Com efeito, os investigadores, artistas, arquitetos tem se debruçado muito mais sobre o projeto moderno do que pela pós-modernidade ou mesmo pela pós-pós-modernidade. Nos últimos anos, entre a apropriação nostálgica e as práticas críticas, são muitas as possibilidades de encontrar retratados temas, aspetos, símbolos visuais relacionados com a modernidade e o modernismo na produção artística contemporânea.

A imagem pertence à instalação fotográfica de Anna Artaker, Die unbekannte Avantgarde, 2007.

Publicação: Sandra Vieira Jürgens, «Neo-modernos: Revisitar os clássicos do século XX» in Arq./a – Revista de Arquitectura e Arte,  nº 113 (maio-junho 2014), pp. 122-125.

 

A2_Culturgest Porto_Algumas fotografias

A2_Produções e Reflexões em torno da Arte Contemporânea

COMUNIDADE PARTILHADA
Sandra Vieira Jürgens e Pedro Cabral Santo
6 de junho 2014

com fotos de Mário Martins

sandra e pedro cabral santo, culturgest porto_06

 

sandra e pedro cabral santo, culturgest porto_11

 

juan toboso, culturgest porto_10

 

guy amado, culturgest porto_14

A2_Produções e Reflexões em torno da Arte Contemporânea

6 de junho, na Culturgest Porto
Sessão final de A2_Produções e Reflexões em torno da Arte Contemporânea

16h – Sandra Vieira Jürgens (historiadora e crítica de arte) & Pedro Cabral Santo (artista plástico e comissário)

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Falaremos de projetos, iniciativas, exposições e plataformas informais que potenciaram trocas de ideias e foram fundamentais para o estabelecimento de locais de encontro onde – para lá dos momentos de inauguração que preenchem e pautam a vida social no mundo artístico – os criadores puderam debater e discutir as suas obras entre pessoas com interesses semelhantes.

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