SEM USO – O LIVRO DA EXD’11

“Sem Uso é um pequeno livro sobre um grande tema. Concebido e projectado como um híbrido de livro de bolso e compêndio temático, ele pode também servir como um mapa mental ou um guia anotado para a EXD’11.” — Frederico Duarte

Em formato de livro de bolso, “Sem Uso” reúne ensaios de 5 autores e diferentes perspectivas geracionais de agentes diversificados na cultura contemporânea. Em contraponto a estes textos figuram uma centena de breves provocações, pensamentos ou afirmações de vários participantes anteriores, abrindo a discussão sobre o tema e estimulando interpretações complementares.

Esta foi a minha breve provocação:

O excesso de comunicação gera a ausência de comunicação, o excesso de utilidade a ausência de utilidade. Prova disso é que a economia da inutilidade converteu-se numa questão importante. O direito à preguiça, ser pouco produtivo, parece ser hoje a nossa experiência radical após um sistema baseado na máxima eficiência: fazer o maior número de coisas no menor tempo possível.

Na criação artística, o que parece mais urgente é parar com a obrigação de ser criativo e não gerar a acumulação de objectos e de conceitos. Outras formas de emancipação crítica são possíveis; porém, se  quisermos entender o que se passa, talvez seja necessário questionar o que representa esse elogio à soberania da inutilidade. Nada fazer constitui uma forma de resistência ou uma linha de fuga na direcção da cultura economicista e consumista que tudo recupera, instrumentaliza e neutraliza, até o que a coloca em causa?    —  Sandra Vieira Jürgens

Publicado: Sandra Vieira Jürgens, “Breve provocação: Sem Uso” in Frederico Duarte e Max Bruinsma, Sem Uso/Useless. Lisboa: experimentadesign/Babel, p. 226.
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