Una luz dura, sin compasión. El movimiento de la fotografía obrera, 1926-1939_MNCARS

(Original: Sandra Vieira Jürgens, “Una luz dura, sin compasión. El movimiento de la fotografía obrera, 1926-1939”, Artecapital, 2011. URL: http://www.artecapital.net/criticas.php?critica=318)

A exposição Una luz dura, sin compasión. El movimiento de la fotografía obrera, 1926-1939, comissariada pelo historiador de fotografia, fotógrafo e curador Jorge Ribalta — também co-autor da grande mostra Arquivo Universal, organizada pelo MACBA, que esteve presente no Museu Berardo, em Lisboa (2010) — é exemplo da vitalidade das investigações dedicadas à fotografia.

Una luz dura … reúne mais de 1.000 trabalhos, fundamentalmente fotografias, revistas, livros e filmes, que documentam o alcance histórico da prática documental fotográfica dos movimentos operários do período entre guerras. Para além do carácter retrospectivo desta mostra, que apresenta artistas e obras destacadas do movimento, subjaz a esta proposta curatorial a defesa de um ponto de vista, de uma tese revisionista sobre a história da fotografia deste período.

Jorge Ribalta considera que a visão da classe trabalhadora, a experiência documental dos movimentos operários, apesar de constituir um capítulo chave da história da fotografia, associado a nomes como Gerda Taro, Paul Strand, Henri Cartier-Bresson ou Walter Reuter, foi desconsiderado e marginalizado pela historiografia oficial e pela crítica moderna. Formada fundamentalmente no período da Guerra Fria, a partir de um paradigma marcadamente de cunho formalista, pró-americano, focou a visão fotográfica da modernidade numa concepção da fotografia como “art photography”, de “puro efeito visual” [por exemplo a Nova Visão de László Moholy-Nagy] ou num discurso sobre o género documental, o qual privilegiou um olhar sobre a vida social mais tarde veiculado por organizações como a Farm Security Association — entidade patrocinadora do levantamento dos efeitos da depressão económica no mundo agrícola no sudeste dos Estados Unidos, entre 1935 e 1943 —, e por revistas ilustradas como a Life Magazine.

Continuar a ler: Sandra Vieira Jürgens, “Una luz dura, sin compasión. El movimiento de la fotografía obrera, 1926-1939”, Artecapital, 2011. URL: http://www.artecapital.net/criticas.php?critica=318

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