ENTREVISTA A PAULO MENDES_Nada 08


PARA UMA ARTE POLÍTICA

Paulo Mendes é um dos mais importantes e decisivos artistas plásticos dos últimos quinze anos, com uma vasta obra como artista e como comissário independente. Se tivermos em conta que este percurso foi trilhado mediante uma postura de intransigência e independência em relação aos poderes que controlam o panorama das artes plásticas em Portugal, o seu caso é praticamente inédito. Paulo Mendes foi um dos protagonistas principais de um movimento de mutação que ocorreu no limiar dos anos 90 em Portugal.
Pode-se afirmar que a partir daí as artes plásticas nunca mais foram as mesmas e o medium pintura deixou de ser o eixo onde todo um campo de forças orbitava. Mas esta geração que rompeu com o status quo da pintura e, acima de tudo, do famoso regresso à pintura que dominou os anos oitenta, pagou caro a sua ousadia. Muitos tentaram reescrever a história apagando ou desvalorizando este movimento disruptor. Basta ver que a sua mais recente exposição S de Saudade, um trabalho poderoso em torno da iconografia de Salazar, foi ostensivamente secundarizado pela crítica. Paulo Mendes por outro lado tem-se mantido fiel ao papel político da arte, o que tem gerado muitos anti-corpos. Nesta entrevista temos também um grande fresco testemunhal do que foram as últimas duas décadas das artes plásticas em Portugal.

Ler: ENTREVISTA PAULO MENDES_NADA_08

Original: Entrevista a Paulo Mendes “Para uma arte política” realizada por Sandra Vieira Jürgens e João Urbano e publicada na revista Nada n.12, Lisboa, Outubro 2008, pp. 76-109

 

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