Gerhard Richter_24.3.89_89

Gerhard Richter_24.3.89_89

Não resta qualquer dúvida de que a fotografia vive dias felizes, alcançando uma vitalidade e um interesse crescentes que se espelham nas muitas iniciativas que promovem a sua difusão através da realização de exposições, organização de festivais, acções no campo editorial e da formação, e feiras orientadas para um mercado especializado ou para a divulgação do coleccionismo. São iniciativas de natureza diversa, com fins e lógicas variadas mas que contam com um número muito considerável de visitantes e interessados. Basta lembrar que a fotografia é uma das áreas artísticas que conta com um maior número de amadores e de esferas de públicos dada a pluralidade e diversidade de práticas e tendências que congrega. 

Continuar a ler: «Imagens para pensar o mundo. A propósito da PHotoEspaña 2009», Artes e Leilõesnº 18 (Maio 09), pp. 20-23.

ARCO 07

21/02/2009

Independentemente da posição de cada um face às feiras de arte, das análises que se possam fazer em relação ao cenário de vida social que propiciam, do interesse cultural destas iniciativas dirigidas ao consumo de artigos de luxo, a ARCO continua a ser um espaço de referência do meio artístico e do mercado de arte. Este ano realizou-se até com um renovado optimismo, motivado pela nova direcção de Lourdes Fernández, que delineou um novo horizonte de crescimento do certame, com a afirmação da vertente profissional e da lógica de mercado, tendo em consideração os dados mais actuais da globalização e da concorrência neste sector, com o aparecimento de novas feiras, ou o desenvolvimento de outros espaços de mercado, caso das leiloeiras, das páginas da Internet ou das galerias virtuais que facilitam informação, bem como a gestão e a aquisição de obras artísticas. 

Continuar a ler:  «ARCO 07», Artecapital.net, 21 Fevereiro 07 [http://www.artecapital.net/perspectivas.php?ref=28]

 

 

Allan Sekula_Barceloneta_2008_Cortesia da Galeria Christopher Grimes

Allan Sekula_Barceloneta_2008_Cortesia da Galeria Christopher Grimes

A crise preocupa naturalmente os organizadores da ARCOmadrid, mas entre as iniciativas que apresenta, figura um ponto-chave, a presença da Índia, como país convidado de honra. A presença da Índia na ARCOmadrid não será a solução para a situação crítica que se vive nos mercados de arte, mas um dos factores positivos desta presença poderá ser o encurtar da distância entre a Europa e a Índia, uma das mais promissoras plataformas do mercado de arte, devido ao dinamismo da situação económica no país, a actualização constante dos seus artistas e o aumento dos seus coleccionadores privados. Com curadoria do artista Bose Krishnamachari, serão 13 as galerias indianas na ARCO que terão oportunidade de divulgar a produção de 50 dos seus mais representativos artistas nos mercados internacionais. 

Continuar a ler: «ARCOmadrid_2009», Artes & Leilões, nº 15 (Fevereiro 09), pp. 12-14.

 

Oskar Schlemmer_Um teatro sem teatro_Museu Berardo

Oskar Schlemmer_Um teatro sem teatro_Museu Berardo

A exposição  “Um Teatro Sem Teatro” patente no Museu Colecção Berardo propõe uma reflexão sobre as relações e intercâmbios entre o teatro e as artes visuais através de 800 obras de autores fundamentais da cultura contemporânea. A necessidade de revisitar continuamente a história do século XX é uma das linhas principais desta mostra co-produzida pelo MACBA – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona. 

Continuar a ler: «Um Teatro Sem Teatro – Museu Berardo», Artes & Leilões, nº 4 (Janeiro 08), pp. 6-8.

 

Pompidou

Pompidou

Em Novembro passado, o Mois de la Photo e a Paris Photo fizeram desta cidade a capital mundial da fotografia. Ambas as iniciativas, o festival e a feira, mostraram-nos um panorama alargado da criação fotográfica, histórica e contemporânea, com inúmeras expsições e mostras de prestigiados artistas.

Continuar a ler: «Paris City», Artes & Leilões, nº 13 (Dezembro 08), pp. 22-24.

 

Cory Arcangel_Frieze Projects 2008_Fotografia: Dominick Tyler_Cortesia Frieze Art Fair

Cory Arcangel_Frieze Projects 2008_Fotografia: Dominick Tyler_Cortesia Frieze Art Fair

O universo de acontecimentos do mundo da arte contemporânea surge cada vez mais marcado por encontros internacionais. O calendário indica-nos que, entre Setembro e Dezembro, irão realizar-se 32 feiras de arte contemporânea. De entre elas, podemos referenciar a ShContemporary Fair, que tem lugar em Shangai, em Setembro, bem como as célebres Frieze Art Fair, em Londres, e FIAC, em Paris, que decorrem em Outubro, e a Art Basel Miami Beach que se realiza em Dezembro. Novembro é o mês em que, de 19 a 24, decorre a feira internacional de Lisboa, a Arte Lisboa. O número de certames é significativo e para a organização dos eventos, o próprio exercício de encontrar as datas mais apropriadas para a sua inauguração pode constituir um verdadeiro quebra-cabeças. 

Nos anos 90 foram criadas a Art Moscow (1995), a Art Forum Berlim (1996), a feira de Toronto (1999) e, desde a viragem do século, outras novas feiras surgiram para acompanhar a nova ordem mundial e as transformações do mercado. É o caso da feira de Rotterdam (2001), da Frieze Art Fair (2002), e da Art Basel Miami Beach (2002), gémea da suíça Art Basel, considerada a mais importante feira mundial; ou ainda a feira de Tokyo (2006) e a Hong Kong Art Fair (2008), cuja criação veio reforçar o protagonismo do continente asiático como um dos eixos internacionais emergentes e de maior efervescência artística do momento.

Continuar a ler: «Arte Dourada. Entre Feiras e Bienais», Artes & Leilões, nº 10 (Setembro 08), pp. 6-15.

 

Susana Chiocca_Conversas Privadas_2005

Susana Chiocca_Conversas Privadas_2005

A actividade performativa de Susana Chiocca (Lisboa, 1974) constitui o fio conductor desta entrevista em que se analisa o processo de realização e a investigação que a artista vem tecendo em torno da teoria e da prática artística. Nesta apresentação será possível aceder a uma série de questões desta pesquisa e às produções artísticas que dela resultaram. Paralelamente, Susana Chiocca dirige a Sala, projecto de apresentação de intervenções performativas de autores de diversas áreas localizado num apartamento da baixa do Porto. 

Continuar a ler: «Susana Chiocca: Processos Performativos», arq./a: Arquitectura e Arte, n. 61, Setembro 2008, pp. 76-81. 

Museus e Cia

09/07/2008

 

Louvre_Abu Dhabi

Louvre_Abu Dhabi

Nos últimos anos, os museus estão a gerar um inquietante universo de notícias, com surpresas e algumas polémicas que nos dão conta de um fenómeno sem precedentes na história – a eclosão de um número cada vez mais crescente de novos museus de arte contemporânea, os Museus do Séc. XXI, com um papel na promoção da imagem das cidades e na expansão multinacional de grandes instituições. O resultado é o desenho de uma nova cartografia de centros culturais no mundo. 

 

Os espaços dedicados à arte contemporânea multiplicam-se um pouco por todo o globo e a tendência parece incontornável, bem como imparável. Assistimos a sucessivas inaugurações de novos museus e centros de arte, sendo este um fenómeno sem precedentes que se evidencia a nível nacional, com a criação de estruturas locais, e a nível transnacional, com o desenvolvimento de políticas expansionistas, de descentralização, internacionalização e extensão de instituições com uma forte herança histórica a várias regiões-chave do mundo. Assim, a uma rede estabelecida de museus cujo paradigma se caracterizava pela existência de estruturas clássicas com políticas centralistas de implantação de museus em zonas tradicionais do mundo cultural (Europa e Estados Unidos), sucede-se um panorama definido por políticas de internacionalização com modelos de descentralização mais flexíveis, baseados na criação de sucursais de grandes museus em diversos pontos estratégicos do planeta.

Continuar a ler: «Museus & Cia. Novos Oásis da Cultura», Artes & Leilões, nº 9 (Julho e Agosto 08), pp. 6-14.

 

Ida e Volta: Ficção e Realidade. Vista geral da exposição. CAM_2007_Fotografia: Paulo Costa

Ida e Volta: Ficção e Realidade. Vista geral da exposição. CAM_2007_Fotografia: Paulo Costa

A videoarte, cujas primeiras manifestações artísticas remontam aos anos 60, obteve na última década uma afirmação crescente nos diferentes âmbitos do meio artístico – museus, galerias, bienais, espaços alternativos e coleccionismo privado. Todavia, apesar das quatro décadas de existência, o processo de reconhecimento e legitimação desta forma artística não decorreu de forma pacífica. Prova disso é que é mais frequente vermos expostas criações videográficas de jovens artistas do que trabalhos de criadores que estão actualmente na faixa etária entre os 60 e 70 anos. Ou seja, a visibilidade da arte vídeo constitui-se essencialmente enquanto arte do presente, e se hoje não há exposição que não inclua trabalhos associados aos novos media, em Portugal são ainda raras as exposições que permitem traçar a história do vídeo. 

Continuar a ler: «Videoarte – Uma Arte do Presente. Museu do Chiado e Centro de Arte Moderna», Artes & Leilões, nº 3 (Dezembro 07), pp. 6-8.

 

“The Atlas Group (1989-2004)”_“We decided to let them say, “we are convinced,” twice”_2002. Atribuído a Walid Raad.

“The Atlas Group (1989-2004)”_“We decided to let them say, “we are convinced,” twice”_2002. Atribuído a Walid Raad.

A palavra Atlas sobressai dos títulos de duas exposições actualmente em exibição em Lisboa: The Atlas Group, de Walid Raad na Culturgest e a exposição colectiva Um Atlas de Acontecimentos na Fundação Calouste Gulbenkian. A primeira confirma a marca autoral do comissariado de Miguel Wandschneider, arriscada e pouco mainstream, a segunda encerra o Fórum Cultural “O Estado do Mundo” com curadoria de António Pinto Ribeiro, Debra Singer e Esra Sarigedik Öktem.

Continuar a ler: «Atlas. Culturgest e Gulbenkian», Artes & Leilões, nº 2 (Novembro 07), pp. 10-13.